sábado, 22 de agosto de 2009

Meu ouvido não é penico

Estava eu na tranquilidade da minha casa, quando pela quadregentésima-zilhionésima-quarta vez, começa a tocar a jukebox do outro lado da rua. Jukebox é legal, quando se está num lugar com mais de 10 pessoas, um local que pede música, não em um bar vazio, que toca SEMPRE a MESMA coisa.
Tudo bem que cada hora a gente tem um momento musical (no meu caso, nunca tenho um momento axé, funk, pagode e coisas do gênero), mas tem gente que alopra. Por exemplo: o que são aquelas letras de funk, que chamam a mulher de tudo quanto é jeito, e o pior, ver um monte de mulher dançando isso, como se fosse lindo. Pra mim, quando a pessoa dança esse tipo de coisa, concorda com tudo que ta sendo dito, né? E o que são essas pessoas que concordam com as letras? Melhor nem dizer. Outra coisa que não entendo: pagode. O que leva uma pessoa a gostar de um cara com dor de barriga contando as dores de corno dele?? Ou a dor de corno, ou mostrando que ele é o melhor né, porque só isso que tem naquelas letras, sempre a mesma coisa. E como eu li ou escutei uma vez em algum lugar, cantor de axé só conhece vogal, do tipo “aê, aê, aê, aê”, e essas tais micaretas só servem pra pegar sapinho. Ah, vai, me diz um outro bom motivo pra todo mundo ficar com uma blusa igual, todo mundo com torcicolo de ficar olhando pra cima do trio, e voltar ao tempo dos cavernas, com os homens puxando as mulheres pelo cabelo.
Eu juro que um dia arranco meus cabelos com todo dia tocando as mesmas músicas em quase todos os lugares. Ou então aprendo um mantra poderoso, e me desligo do mundo e vou visitar os anjos tocando harpa no paraíso.
Tentando manter meus cabelos na cabeça...

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